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Idioma : Português

Padmāsana, a posição de lótus, e o meio lótus

3 min de leitura · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · fontes verificadas em 18 de outubro de 2026

Sânscrito
पद्मासनPadmāsana
Significado do nome
Postura do lótus: padma, lótus, e āsana, assento
Nível
Intermediário
Família
Sentadas
Nos textos
Hatha Yoga Pradipika 1.46-49 (Pancham Sinh, 1915); Gheranda Samhita 2.8 (Vasu)

Em resumo

Padmāsana, a posição de lótus, é um assento de pernas cruzadas em que cada pé descansa sobre a coxa oposta, com as solas para cima, os joelhos no chão e as costas eretas. O movimento deve vir do quadril, nunca dos joelhos. A maioria começa pelo meio lótus. A Hatha Yoga Pradipika (1.46-49) a conta entre os quatro assentos essenciais.

O lótus cresce na lama e se abre acima da água sem que ela o molhe. Na iconografia indiana, deuses e budas se sentam sobre ele, e o assento que leva o seu nome virou a própria imagem do yoga. É também a postura que mais machuca joelhos quando forçada. Esta ficha traz as duas coisas: a beleza do assento clássico e o caminho paciente para chegar até ele.

Passos

  1. Aqueça antes os quadris: alguns minutos na postura do ângulo preso (solas dos pés juntas) e o meio lótus de cada lado.
  2. Sente-se na beira da frente de uma manta dobrada, com as pernas esticadas para a frente.
  3. Dobre o joelho direito. Segure o pé direito com as duas mãos e, girando a perna inteira para fora a partir do quadril, levante o pé e coloque-o alto sobre a coxa esquerda, o calcanhar perto da barriga, a sola para cima.
  4. Dobre o joelho esquerdo e, do mesmo modo, leve o pé esquerdo por cima da canela direita até a coxa direita.
  5. Os dois joelhos descem em direção ao chão. Alongue a coluna, relaxe os ombros e apoie as mãos sobre os joelhos ou no colo.
  6. Respire com calma. Comece com poucas respirações.
  7. Saia devagar, soltando primeiro com as mãos o pé de cima; depois estique as pernas e mexa suavemente os joelhos. Da próxima vez, cruze a outra perna por cima.

Alinhamento

  • A rotação vem das articulações do quadril; os joelhos ficam passivos e sem dor.
  • Os pés se apoiam na dobra da virilha, não sobre os joelhos nem sobre as canelas.
  • A pelve fica ereta, a coluna longa, e os joelhos tão perto do chão quanto os quadris permitirem.

Variações

  • Meio lótus (ardha padmāsana): um só pé sobre a coxa oposta, o outro embaixo do joelho oposto. Troque de lado todo dia.
  • Postura fácil (sukhāsana): as pernas simplesmente cruzadas na altura das canelas, sobre uma almofada alta. Um assento de meditação perfeitamente válido para a vida toda.
  • Com apoios: almofadas embaixo dos joelhos para que eles descansem em vez de ficarem pendurados.
  • Preparações: a postura do ângulo preso, a figura de quatro deitada descrita na ficha do pombo e rotações de quadril sentado.
  • Lótus preso (baddha padmāsana, avançado): a forma clássica, com os braços cruzados atrás das costas segurando os dedões dos pés. Só com um professor.

Contraindicações

  • Qualquer dor no joelho, lesão de menisco ou de ligamentos, cirurgia recente no joelho: não pratique o lótus.
  • Lesão no tornozelo ou tornozelos muito rígidos: evite; o tornozelo fica muito dobrado nesse assento.
  • Prótese de quadril ou dor no quadril: consulte o seu cirurgião ou o seu fisioterapeuta.
  • Numa revisão sistemática de 2013 sobre 76 casos publicados de efeitos adversos ligados ao yoga, o lótus estava entre as posturas citadas com mais frequência, junto com a postura sobre a cabeça e a vela; os autores aconselham os iniciantes a evitá-lo.

Nos textos

O lótus é clássico e muito honrado. A Hatha Yoga Pradipika o conta entre os quatro assentos essenciais que o seu autor escolhe das oitenta e quatro posturas ensinadas por Śiva (1.35-36), e descreve duas formas. A primeira (1.46) é o lótus preso: os pés sobre as coxas opostas, as mãos cruzadas atrás das costas segurando os dedões, o queixo sobre o peito, o olhar na ponta do nariz. A segunda (1.47-48) é o lótus aberto ensinado hoje: os pés com as solas para cima sobre as coxas, as mãos abertas no colo, o olhar na ponta do nariz, a língua contra a raiz dos dentes da frente, o queixo sobre o peito, a respiração elevada devagar. Depois vem este verso:

इदं पद्मासनं प्रोक्तं सर्वव्याधिविनाशनम् । दुर्लभं येन केनापि धीमता लभ्यते भुवि ॥

idaṃ padmāsanaṃ proktaṃ sarva-vyādhi-vināśanam | durlabhaṃ yena kenāpi dhīmatā labhyate bhuvi ||

Isto se chama padmāsana, destruidor de todas as doenças. Difícil de alcançar para qualquer um, nesta terra quem o alcança é o sábio.

Hatha Yoga Pradipika 1.49 · nossa tradução

A Gheranda Samhita (2.8) repete a forma presa quase palavra por palavra. A afirmação de que o lótus «destrói todas as doenças» pertence ao texto; não é um fato médico. A outra metade do verso merece ser guardada: o lótus é durlabha, difícil de alcançar, e o texto não o exige de todo mundo.

Posturas próximas

Assentos de meditação mais simples: vajrāsana, a postura fácil ou uma cadeira. Aberturas de quadril que preparam o lótus: o pombo e o ângulo preso. O lótus é também uma base para a prática do pranayama e para aprender a meditar. Todas as fichas: o capítulo das asanas.

Perguntas frequentes

Preciso do lótus para meditar?

Não. O Yoga Sutra só pede um assento estável e confortável (2.46). Sentar de pernas cruzadas numa almofada, ajoelhado em vajrāsana ou numa cadeira são bons assentos para meditar.

Por que os meus joelhos doem na posição de lótus?

Porque o quadril não gira o suficiente para fora e o joelho torce no lugar dele, e o joelho não foi feito para torcer. Pare na hora e use o meio lótus ou um assento mais simples; para muita gente, o lótus é questão de anos.

Qual a diferença entre padmasana e o meio lótus?

No lótus completo, os dois pés descansam sobre as coxas opostas. No meio lótus, ardha padmāsana, só um pé fica sobre a coxa; o outro repousa embaixo do joelho ou da coxa oposta.

Pratique com delicadeza e dentro dos seus limites. O yoga se aprende melhor com um professor qualificado; esta página não o substitui.

Fontes

  1. The Hatha Yoga Pradipika, translated by Pancham Sinh (Allahabad, Panini Office, 1915; reimpressão posterior), Internet Archive verificada em 18 de outubro de 2026
  2. Svātmārāma, Haṭhayogapradīpikā, texto em sânscrito (GRETIL, Universidade de Göttingen) verificada em 18 de outubro de 2026
  3. Cramer H, Krucoff C, Dobos G. Adverse events associated with yoga: a systematic review of published case reports and case series. PLoS One, 2013 DOI 10.1371/journal.pone.0075515 PMID 24146758 verificada em 18 de outubro de 2026

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