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Idioma : Português

भगवद्गीताbhagavad-gītā

A Bhagavad Gita em PDF, grátis e legal

4 min de leitura · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · fontes verificadas em 18 de outubro de 2026

Em resumo

Você pode baixar a Bhagavad Gita grátis e legalmente: o texto em sânscrito da edição crítica de Pune no GRETIL (Universidade de Göttingen) e traduções inglesas em domínio público de Charles Wilkins (1785), K. T. Telang (1882), Edwin Arnold (1885, em verso) e Annie Besant (1895). As traduções modernas, inclusive as em português como «como ele é», são protegidas: os PDF gratuitos que circulam costumam ser cópias não autorizadas.

Uma tradução é protegida por direitos autorais como qualquer livro. O texto em sânscrito é antigo, e as traduções publicadas há muito tempo caíram em domínio público. Tudo o que está listado abaixo entra numa dessas duas categorias: você pode baixar, imprimir e ler com a consciência tranquila. Conferimos cada link em 18 de outubro de 2026.

E em português?

É a pergunta de muitos leitores, e a resposta honesta é incômoda. Quem busca «bhagavad gita pdf» no Brasil encontra primeiro PDFs de O Bhagavad-gītā como ele é (a tradução e o comentário de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada), de outras edições recentes e de plataformas de compartilhamento de documentos. São traduções modernas protegidas: um PDF gratuito delas, a não ser que seja publicado pela própria editora, é quase sempre uma cópia não autorizada. Não encontramos nenhuma tradução completa em português em domínio público, disponível on-line, que tenhamos conseguido verificar.

Por isso, na Yogide, cada verso da Gita que aparece em português é nossa própria tradução feita a partir do sânscrito, com o devanāgarī e a transliteração ao lado. Se preferir ler o texto inteiro em português, compre a tradução que escolher da editora dela; se você lê inglês, as edições antigas abaixo são completas, gratuitas e legais.

O texto em sânscrito

EdiçãoO que éOnde
Edição crítica (Pune)O texto estabelecido pelo Bhandarkar Oriental Research Institute a partir dos manuscritos do Mahābhārata, 700 versos, com as referências da epopeia (6.23-40)GRETIL, texto crítico
VulgataO texto como costuma ser impresso, com os títulos tradicionais dos capítulos e um verso a mais no começo do capítulo 13GRETIL, vulgata

Os dois estão em transliteração (IAST). Para o devanāgarī, serve qualquer edição impressa indiana; a Gita Press, de Gorakhpur, que publica desde 1923, é a mais conhecida e vende as suas edições no próprio site.

Traduções em domínio público (em inglês)

TradutorAnoEstiloÚtil paraDownload
Charles Wilkins1785A primeira tradução inglesa, prosa do século XVIII, grafias antigas («Kreeshna», «Arjoon»)a história: o livro que fez a Gita conhecida na EuropaInternet Archive
Kashinath Trimbak Telang1882Tradução em prosa fiel de um erudito indiano, com notas, nos Sacred Books of the East (vol. 8)o estudo: a mais fiel das versões antigasInternet Archive
Edwin Arnold1885Verso branco vitoriano, The Song Celestiala leitura em voz alta; bonita, mas livre com o textoProject Gutenberg
Annie Besant1895The Lord's Song, simples e devocional, leitura teosóficauma primeira leitura, suaveInternet Archive

Até que ponto elas diferem? Este é o fim dos versos 2.47-48 no verso de Arnold, uma tradução hoje em domínio público, citada no seu inglês original:

Nos textos

«Let right deeds be / Thy motive, not the fruit which comes from them. / And live in action! Labour! Make thine acts / Thy piety, casting all self aside, / Contemning gain and merit; equable / In good or evil: equability / Is Yog, is piety!» (Edwin Arnold, The Song Celestial, 1885). Em português, mais ou menos: «Que as obras retas sejam o teu motivo, não o fruto que delas vem. Vive na ação! Trabalha! Faz dos teus atos a tua piedade, deixando todo o eu de lado, desprezando ganho e mérito; sereno no bem ou no mal: a equanimidade é yoga, é piedade!»

E o mesmo verso 2.48 em sânscrito, com a nossa tradução, mais fiel:

योगस्थः कुरु कर्माणि सङ्गं त्यक्त्वा धनंजय । सिद्ध्यसिद्ध्योः समो भूत्वा समत्वं योग उच्यते ॥

yogasthaḥ kuru karmāṇi saṅgaṃ tyaktvā dhanaṃjaya | siddhyasiddhyoḥ samo bhūtvā samatvaṃ yoga ucyate ||

Firmado no yoga, faça o seu trabalho, Dhanaṃjaya, soltando o apego, igual diante do sucesso e do fracasso. À equanimidade se chama yoga.

Bhagavad Gita 2.48 · nossa tradução

A prosa de Telang para o verso 2.47, por outro lado, segue o sânscrito quase palavra por palavra e marca entre parênteses o que acrescenta:

Nos textos

«Your business is with action alone; not by any means with fruit. Let not the fruit of action be your motive (to action). Let not your attachment be (fixed) on inaction.» (K. T. Telang, The Bhagavadgîtâ, Sacred Books of the East 8, 1882). Em português: «O seu assunto é só a ação; de modo algum o fruto. Que o fruto da ação não seja o seu motivo (para agir). Que o seu apego não esteja (fixado) na inação.»

Arnold é um poeta: acrescenta «piedade» e omite o nome Dhanaṃjaya. Telang conserva o nome e fica perto das palavras. Ler duas traduções lado a lado, com o sânscrito embaixo, é o melhor jeito de ver o que pertence ao texto e o que pertence ao tradutor.

Como escolher

  • Você quer ler a Gita inteira uma vez, sem complicação: Besant, ou Arnold se gosta de poesia.
  • Você quer estudá-la: Telang, com o sânscrito da edição crítica aberto ao lado.
  • A história interessa você: Wilkins, o livro prefaciado por Warren Hastings e que a Europa leu primeiro.
  • Você quer o sânscrito para cantar ou decorar: o texto crítico no GRETIL, e depois uma edição em devanāgarī. A nossa página sobre a Bhagavad Gita traz seis versos-chave nas duas escritas, com a nossa tradução.

O que a nossa edição acrescenta (em inglês)

As traduções antigas dão a você as palavras. The Bhagavad Gita for Yogis (umas 45 páginas, por enquanto só em inglês) foi pensada para a prática:

  • os 18 capítulos resumidos, para você saber sempre em que ponto do diálogo está;
  • 80 versos-chave em devanāgarī, transliteração IAST e nossa própria tradução inglesa, cada um com uma nota para a prática;
  • os quatro yogas da ação, do conhecimento, da devoção e da meditação, explicados a partir do texto;
  • cinco temas para ler a Gita como yogue e um plano de leitura e prática de 30 dias;
  • um resumo em uma página dos dezoito capítulos, um glossário e a lista das edições usadas.

O seu companheiro, The Gita in 18 Days, é um caderno para imprimir: um capítulo por dia, um verso para decorar, uma prática curta e dezoito cartões de versos. Antes de comprar, leia a apresentação gratuita de a Bhagavad Gita e, para situá-la entre os outros textos, os textos sagrados do yoga.

Perguntas frequentes

Onde encontro uma Bhagavad Gita em PDF para imprimir?

O Internet Archive oferece digitalizações da tradução de Telang (Sacred Books of the East, 1882), de The Lord's Song de Besant (1895) e da primeira tradução inglesa, de Wilkins (1785), todas para baixar em PDF. A tradução em verso de Edwin Arnold (1885) está no Project Gutenberg em vários formatos.

Existe uma Bhagavad Gita em português grátis e legal?

Não encontramos nenhuma tradução completa em português em domínio público, disponível on-line, que tenhamos conseguido verificar. As traduções em português que circulam em PDF, como O Bhagavad-gītā como ele é, são obras protegidas: se interessarem você, compre-as das suas editoras.

Qual é a Bhagavad Gita original?

O original é o texto em sânscrito, capítulos 23 a 40 do sexto livro do Mahābhārata. O texto moderno de maior autoridade é a edição crítica preparada no Bhandarkar Oriental Research Institute de Pune, gratuita no GRETIL. Todo livro em outra língua é uma tradução, e toda tradução é uma interpretação.

Onde encontro a Bhagavad Gita em sânscrito em PDF?

O GRETIL publica a edição crítica em transliteração e o texto da vulgata com os títulos dos capítulos, livres para estudo. Imprima a página da web em PDF, ou use o devanāgarī de uma edição impressa como as da Gita Press, de Gorakhpur.

Posso baixar de graça uma tradução moderna?

As traduções modernas são em geral protegidas por direitos autorais, e os PDF gratuitos encontrados on-line costumam ser cópias não autorizadas. Compre-as das editoras, ou leia as edições em domínio público desta página.

Fontes

  1. Bhagavadgītā, texto da edição crítica (Bhandarkar Oriental Research Institute), introduzido por M. Tokunaga, revisado por J. Smith, GRETIL verificada em 18 de outubro de 2026
  2. Bhagavadgītā, texto da vulgata com os títulos dos capítulos, GRETIL verificada em 18 de outubro de 2026
  3. Charles Wilkins, The Bhagvat-Geeta, or Dialogues of Kreeshna and Arjoon (London, C. Nourse, 1785), copy of the Bayerische Staatsbibliothek, Internet Archive verificada em 18 de outubro de 2026
  4. Kashinath Trimbak Telang, The Bhagavadgîtâ with the Sanatsugâtîya and the Anugîtâ (Oxford, Clarendon Press, 1882), Internet Archive verificada em 18 de outubro de 2026
  5. Edwin Arnold, The Song Celestial, or Bhagavad-Gîtâ (1885), Project Gutenberg eBook 2388 verificada em 18 de outubro de 2026
  6. Annie Besant, The Bhagavad Gita or the Lord's Song (London, Theosophical Publishing Society, 1895), Internet Archive verificada em 18 de outubro de 2026
  7. Bhagavad Gita, Wikipedia (first English translation by Wilkins in 1785; list of early translations) verificada em 18 de outubro de 2026
  8. Gita Press, Gorakhpur (editora desde 1923) verificada em 18 de outubro de 2026

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